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Dia da Consciência Negra: A importância e simbologia da data

O dia 20 de novembro é feriado, em Embu e em diversas outras cidades brasileiras. Historicamente importante para o país, a data representa um marco em defesa da liberdade, do respeito entre as raças e da justiça social. Nesse dia, em 1695 (ainda no século XVII), o líder negro Zumbi foi assassinado no quilombo dos Palmares, localizado na divisa entre Pernambuco e Alagoas. Refúgio de muitos negros que fugiam das torturas da escravidão, os quilombos eram locais de abrigo e resistência para aquelas pessoas. Zumbi, ao contrário do que possam pensar, nasceu livre mas era filho de escravos. Lutou até a morte pela liberdade de seu povo.

 

De acordo com o IBGE, cerca de 53% da população brasileira é negra. Apesar de tão importante e de ter ajudado na construção dos pilares do país, a raça negra sofre discriminação de forma cruel, social e economicamente. Segundo o Atlas Racial 2004, no Brasil 65% dos pobres e 70% dos indigentes são negros. Discriminadas, as pessoas negras têm menos acesso ao mercado de trabalho. Entre 2004 e 2005, o desemprego medido nas regiões metropolitanas apontou que em São Paulo 44,4% dos desempregados eram negros contra 32% de não-negros. Já na Grande Salvador (onde a maioria da população é negra), o percentual de negros desempregados chegava a 52,9% enquanto que entre os não-negros era de 36,2%. Na região metropolitana de Porto Alegre, a desocupação formal atingia 44,3% dos negros e 29,6% dos não-negros (fonte: Dieese/Seade e entidades regionais).

Desigualdades como essa afetam diretamente a auto-estima e os valores sociais da raça. Para refletir sobre essas e outras questões, discutir propostas e avançar efetivamente nas políticas afirmativas de igualdade de gênero e raça, estão acontecendo plenárias de educação, cultura, inserção no mercado de trabalho, cidadania e respeito às diferenças. Os eventos têm como tarefa discutir a discriminação racial e de gênero, dar vez e voz às manifestações pacíficas e democráticas da raça e elevar a auto-estima de todas as pessoas que sofrem qualquer tipo de discriminação. O Plano Municipal de Igualdade de Gênero e Raça cuja aprovação acontecerá no feriado de 20 de novembro na Câmara Municipal de Embu é um deles.

Feriado
Em 2003 a cidade de São Paulo instituiu o feriado que passou a vigorar no ano seguinte, aprovado através do projeto de lei da vereadora Claudete Alves (PT) e sancionado pela então prefeita Marta Suplicy. No país, o Rio de Janeiro foi o primeiro a adotar a data como feriado estadual em 2002 e depois Alagoas. As cidades paulistas Campinas, Capivari, Hortolândia, Limeira, Ribeirão Preto e Sumaré oficializaram o feriado. Cuiabá (MT), Macapá (AP), Pelotas e Porto Alegre (RS) também, entre outras.

Ano passado, Embu celebrou pela primeira vez o Dia Nacional da Consciência Negra. Porém, por ter caído num domingo o feriado não foi notado por muitas pessoas. Sancionado pelo prefeito Geraldo Cruz, o decreto nº 131 de 9 de dezembro de 2004 criou oficialmente o feriado municipal de 20 de novembro, com base num projeto de lei do vereador professor Silvino (PT).

Para o governo de Embu, reconhecer a data como feriado faz parte das políticas públicas que promovam a igualdade racial e de gênero, valorizem a identidade afro-brasileira e combatam o racismo. Demonstra ainda a importância da raça negra que é uma das raízes da cultura genuinamente brasileira - refletida no samba (patrimônio cultural da humanidade), em pratos típicos baianos, em festas populares - e admirada no mundo inteiro.

Rita de Biaggio
1/11/2006

Comentários

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Aprende

8/11/2013 21:48| Nai

Eu Tomei Um 10

Jojojojojoj

17/11/2009 14:42| joice

Eu não entendi, mas ganhei um 10 na minha pesquisa. Obrigadaaaa!!!!