27º Salão de Artes Plásticas

Anuário Embu das Artes – 27º Salão de Artes Plásticas

O Anuário Embu das Artes – 27º Salão de Artes Plásticas já está aberto à visitação. Na inauguração do Salão, em 10/9, o prefeito Chico Brito garantiu que o evento será realizado anualmente na sua gestão e que trabalhará para que não seja mais interrompido. “Como prefeito, vou fazer todos os salões até 2012 e como cidadão embuense ficarei do lado de vocês para que nenhum prefeito interrompa o Salão”, disse para artistas e a Comissão Organizadora do Salão, presentes à abertura do evento no Centro Cultural Mestre Assis do Embu. Antes disso, todos visitaram a outra parte da exposição no Parque Francisco Rizzo, local em que estão as instalações, incluindo a estrela da mostra, “Fantasmas na rua e na alma”, do artista plástico Lucas Laender (Lucas Moura Silva), de Uberlândia, MG. Ele recebeu das mãos do prefeito o grande prêmio do salão, no valor de R$ 20 mil.

“A realização do Salão é uma vontade dos artistas e também do governo municipal, que se empenhou junto com a Comissão Organizadora durante um ano, com resultados que podem ser vistos nesta exposição. Foram mais de mil obras inscritas por 498 artistas do País e aqui estão 110 dessas obras, indicadas pela Comissão de Seleção e Julgamento, formada por alguns dos críticos de arte mais respeitados no País, katia Canton, Oscar D’Ambrosio e Paulo Klein”, declarou o secretário de Cultura, Paulo Oliveira. “Que este seja o primeiro de inúmeros outros salões”, afirmou o presidente do Conselho Municipal de Cultura, Renato Gonda. Ele também lembrou declaração do prefeito, sobre a riqueza artística da cidade, para reforçar a intenção dos artistas que representa de mostrar a arte de Embu e reforçar “seu nome, sua história e o carinho de receber o visitante”.  

Cultura é prioridade desde 2001

Depois de elogiar a apresentação da Banda Municipal, sob regência do maestro Elias Evangelista, “orgulho da cidade”, Chico Brito enfatizou a criação da Bolsa Residência, para a qual foram selecionados três artistas, que receberão ajuda de custo para desenvolver seus projetos artísticos, com coordenação da Secretaria municipal de Cultura. O prefeito falou sobre o que vem realizando pelo desenvolvimento e resgate da arte, do artesanato, do folclore e da história embuenses. Lembrou que o próprio Centro Cultural, inaugurado na gestão Geraldo Cruz, que foi prefeito de Embu de 2001 a 2008, representa esse esforço de desenvolver a cultura como proposta de gestão democrática, objetivo também do seu governo.

“A Festa de Santa Cruz, manifestação de cultura popular, do século 17, foi retomada em 2001, retornando com dona Elísia Cachoeira”, afirmou o prefeito. Elísia participou, por quase toda a sua vida, dos Adoradores de Santa Cruz e comandava o grupo e a realização da festa, hoje tarefa de sua filha Noêmia, de 81 anos. “O núcleo de cultura no Jardim Vista Alegre é um dos 14 existentes e estamos implantando oito Pontos de Cultura, com verba do governo federal. Inauguramos no ano passado o Centro Cultural Valdelice e estamos construindo o Centro Cultural do Jardim Santo Eduardo”, disse Chico Brito.

Outro passo importante no setor cultural foi dado no mesmo dia da abertura do Salão, no encontro de Chico Brito com o reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Walter Albertoni, para instalação do campo avançado de extensão universitária na EM Valdelice A. Medeiros Prass, que terá curso de arte. “Vamos transformar a cidade em referência nacional na graduação e pós-graduação em Artes Plásticas.”  Ainda de acordo com o prefeito, o plebiscito que será realizado em 2011 para dar à cidade o nome de Embu das Artes é mais uma conquista: “Vamos dar à cidade o nome de Embu das Artes porque na alma ela já é das artes”, concluiu.

A exposição vai até 21/11 e estará aberta ao público das 9 às 18 horas, em dois endereços: Parque do Lago Francisco Rizzo (rua Alberto Giosa, 320), onde são apresentadas as instalações, e no Centro Cultural Mestre Assis do Embu (Largo 21 de Abril, 29).

Os premiados e a crítica

O Anuário Embu das Artes – 27º. Salão de Artes Plásticas é uma exposição da arte contemporânea atualizada, que dá ênfase a essa linguagem, segundo a Comissão de Seleção e Julgamento, formada pelos críticos de arte Katia Canton, Oscar D’Ambrosio e Paulo Klein. Os artistas, “representantes da diversidade atual das artes visuais”, assinam as 110 obras da exposição. Além de Lucas Laender, foram premiados os três primeiros colocados nas diversas categorias – escultura, pintura e outras linguagens (desenho e gravura, instalação) –, que receberam prêmios no valor de R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil, e indicados os vencedores da Bolsa Residência, que terão ajuda de custo para desenvolver projetos em Embu das Artes, sob a coordenação da Secretaria de Cultura. Veja o que dizem os críticos sobre os premiados.

Lucas Laender recebeu o grande prêmio porque “propôs e realizou a instalação ‘Fantasmas na rua e na alma’, de excepcional sutileza poética ao evocar a efemeridade que permeia a existência”. Na categoria escultura, foram premiados: Andrea Campos Brownn (Rio de Janeiro, RJ), 1º lugar, por “fundir com rigor a geometria e a narrativa na criação de formas inusitadas, utilizando madeira e chapas fórmicas; Irael Luziano (Embu, SP), 2º, “que cria obras instigantes que refletem com estranhamento a cidade (Embu das Artes) e sua história”; e Jéfferson Rogério Lourenço (Conselheiro Lafaiete, MG), 3º, “que trabalha estranhos mecanismos em inusitadas construções ao serviço do lúdico e do sonho”.

Os premiados na Pintura foram: Robson Antonio de Oliveira (Duque de Caxias, RJ), 1º, “com obras que seduzem pela força expressiva, ao incorporar a tradição pictórica dos retratos aliada a um ‘barroquismo’ urbano”; Alex Benedito dos Santos (de Jaboticabal, SP), 2º,  que impressiona por sua expressão bruta e visceral”; e Rosa Maria Barreiros (São Paulo, SP), 3º, “que desperta interesse com sua figuração de matiz expressionista, mas que evidencia labor e delicadeza”. 

Em desenho e gravura, o júri indicou: Victor Mizael (São Paulo, SP), 1º, “que exibe destreza técnica e embasamento conceitual aliados a contundente espírito irônico”; Márcio Pannunzio (Ilhabela, SP), 2º, “por recuperar, para a técnica da xilogravura de topo, valores relacionados à reflexão sobre o suporte da obra de arte e a crítica social”; Luciano Buralli (São Paulo, SP), 3º, “que utiliza as técnicas da xilografia e do linóleo  para destacar situações prosaicas”.  

Foram destinados os prêmios em Outras Linguagens aos artistas: Giovanni (BonGiovanni) Ferreira de Souza (Porto Alegre, RS), 1º, pela instalação da série ‘Aparadores’, “que explora questões físicas, como a ocupação dos espaços e a composição com plásticos, para enfatizar a inventividade e a transparência”, e Anna Paola de Souza Campos Protásio (Rio de Janeiro, RJ), 3º, com Tripe/Ascensão, em que ela “usa uma seriação do objeto utilitário escada, articulado na construção de uma forma escultórica de forte impacto”. No campo da fotografia premiou-se Karina Zen (Florianópolis, SC), 2º, “por revelar uma artista que utiliza, de modo original e competente, a técnica para questionar aspectos inerentes à arte contemporânea, como a questão da vida e da morte, as riquezas cromáticas e a revisitação do gênero da natureza morta”. 

Os prêmios de Bolsa Residência ficaram com: Adriana Affortunati Martins (São Paulo, SP), Danielle Moraes da Silva (Pelotas, RS) e Camila Renata Cardoso Nascimento (São Paulo, SP) “pela clareza e boa apresentação de seus projetos que, em geral, propõem interação e interatividade com a cidade de Embu das Artes, a arte como ‘fazer’ agregador, a preocupação com o entorno, o pertencimento e a valorização do individual na comunidade”.   Veja os premiados